27/10/2016 - Pesca, alteração de habitat, poluição, mudanças climáticas e suas interferências. Leia mais. ↓
Nos dias 20 e 21 de outubro foi realizado na Praia do Forte-BA o V workshop da South Atlantic Sea Turtle Network (SASTN) com o objetivo de avaliar as ameaças à tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) no Oceano Atlântico Sul Oriental. Especialistas do Brasil, Argentina e Uruguai discutiram ameaças como pesca, alteração de habitat, poluição e mudanças climáticas e suas interferências nas diversas fases de vida das tartarugas-cabeçudas que utilizam as praias, águas costeiras e oceânicas desta região no Atlântico. Participaram junto com o TAMAR: PRICTMA (Programa Regional de Investigación Y Conservación de Tortugas Marinas de la Argentina); Karumbé (Centro de Tortugas Marinas) e NEMA (Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental).
A South Atlantic Sea Turtle Network é uma iniciativa organizada pelos pesquisadores Alan Bolten da Universidade da Flórida e Manjula Twari do National Oceanic and Atmospheric Administration - NOAA. Tem como objetivo estabelecer a colaboração entre pesquisadores e países do Atlântico Sul visitados pelas tartarugas marinhas. O primeiro workshop foi realizado no Brasil (2008), na Praia do Forte, Bahia. O Segundo aconteceu na Namíbia, em Swakopmund (2011) e o terceiro workshop foi em New Orleans, EUA (2014), durante o ISTS (International Sea Turtle Society). A partir do quarto encontro, em 2015, iniciou-se um trabalho de avaliação das ameaças por espécie, quando foram discutidas questões realacionadas à tartarugas-de-couro (Dermochelys coriacea). Concluída a avaliação para as tartarugas-cabeçudas, os especialistas discutirão qual espécie será tema no próximo worshop.
O resultado final do encontro de 2016 foi uma matriz de ameaças com base na mortalidade das tartarugas-cabeçudas, que será apresentada no próximo ISTS, em 2017, em Las Vegas, EUA. Uma publicação abordando as avaliações das duas espécies (tartaruga-de-couro e tartaruga-cabeçuda) será elaborada para uma maior divulgação das ameaças às quais elas estão submetidas.
Durante o workshop, os pesquisadores acompanharam o monitoramento noturno do TAMAR e flagraram algumas tartarugas-cabeçudas desovando, um momento mágico, principalmente para aqueles que atuam em áreas de alimentação das tartarugas marinhas e puderam presenciar também essa importante fase do ciclo de vida.
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