16/03/2011 - Depois da Bahia, o Rio Grande do Norte é o segundo sítio de desova mais importante da tartaruga-de-pente, espécie rara e mais ameaçada de extinção. ↓
Depois da Bahia, o Rio Grande do Norte é o segundo sítio de desova mais importante da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie rara e mais ameaçada de extinção. O Projeto Tamar/ICMBio atua no Estado desde o começo do Projeto, em 1980, pois os seus fundadores trabalharam e contribuiram para a criação, um ano antes, da Reserva Biológica do Atol das Rocas, primeira unidade de conservação marinha do Brasil.
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Rocas fica a 144 milhas náuticas de Natal/RN. A área da reserva é de 360 quilômetros quadrados, incluindo o atol e toda a área marinha em volta, até a profundidade média de mil metros. É o segundo maior sitio reprodutivo da tartaruga-verde (Chelonia mydas) do país, depois da ilha de Trindade, no Espírito Santo. Além das juvenis dessa espécie, também abriga a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), que utiliza essas águas para abrigo e alimentação. A temporada de reprodução ocorre de dezembro a julho, quando se registram em média 400 desovas, com geração de 40 mil filhotes.
Já no litoral sul do Rio Grande do Norte, o Tamar trabalha desde o ano 2000. Atualmente, monitora 39km de praias, nos municípios de Natal/Parnamirim (Barreira do Inferno), Senador Georgino Avelino (Malembá), Tibau do Sul (Pipa e Sibaúma), Canguaretama (Barra do Cunhaú) e Baía Formosa. São trechos não-contínuos e apresentam estreita faixa de praia, com a presença de dunas intercaladas por falésias.
Em cada temporada reprodutiva, que nessa região ocorre entre outubro a maio, o Tamar registra cerca de 650 ninhos de tartarugas marinhas, gerando mais de 57 mil filhotes por temporada. Embora a maioria dos ninhos seja da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), há também a ocorrência de desovas das outras espécies que ocorrem no Brasil - oliva (Lepidocelys olivacea), cabeçuda (Caretta caretta), verde (Chelonia mydas) e de couro (Dermochelys coriacea).
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