16/07/2010 - O Projeto Tamar/ICMBio acaba de lançar o video As tartarugas Marinhas e a Pescaria de Espinhel de Superfície II, que trata da interação entre esses animais e a modalidade de pescaria. Leia mais. ↓
Tamar lança vídeo sobre interação das tartarugas marinhas com a pesca
O Projeto Tamar/ICMBio acaba de lançar o video As tartarugas Marinhas e a Pescaria de Espinhel de Superfície II, que trata da interação entre esses animais e a modalidade de pescaria. O vídeo tem 14 minutos de duração e foi finalizado, a partir de 90 horas de gravação, pela H2O Vídeo Produções, sob a supervisão técnica do oceanógrafo Fernando Fiedler.
O lançamento oficial aconteceu durante as comemorações dos 30 anos do Projeto, na Semana do Meio Ambiente, nas bases de Ubatuba (SP) e Florianópolis (SC). Agora, a exibição acontecerá principalmente nas embarcações e empresas de pesca, fóruns pesqueiros, reuniões de grupos técnicos de trabalho e encontros de especialistas, além dos Centros de Visitantes.
Problema para todos - Segundo o oceanógrafo Gilberto Sales, que coordenou a produção do vídeo e dirige o Programa Interação Tartarugas Marinhas e Pesca, essa interação causa problemas tanto para a conservação destes animais, como para o setor produtivo, devido principalmente à perda de material, de tempo, e à queda na produção, pois o anzol que captura uma tartaruga marinha se perde e não está mais disponível para capturar um peixe de valor comercial.
Entre os anos de 2004 e 2008 foram realizados testes, com o apoio da agência ambiental dos Estados Unidos (National Oceanic and Atmospheric Administration–NOAA), comparando o anzol J 9/0, tradicionalmente utilizado na frota do Sul e Sudeste do país, com o anzol circular 18/0 10° offset, tendo como isca a cavalinha (Scomber japonicus). Foram realizados 229 lances de pesca em embarcações da frota comercial e de pesquisa, totalizando aproximadamente 146 mil anzóis testados. Além de efetuar os testes, esses embarques proporcionam importante convívio entre os observadores e a tripulação, o que facilita a troca de experiência sobre técnicas de manipulação das tartarugas e soltura pós-captura dos animais que chegam saudáveis a bordo.
Os resultados indicam que, com o uso dos anzóis circulares, há diminuição de aproximadamente 60% de capturas das tartarugas cabeçuda e de couro ou gigante, as duas espécies que mais interagem com essa pescaria no Atlântico Sul. Segundo Sales, a utilização deste novo tipo de anzol é uma alternativa promissora, pois diminui substancialmente as capturas incidentais de tartarugas marinhas sem comprometer as capturas de espécies-alvo, gerando um panorama bastante otimista para a conservação destes animais e para a sustentabilidade da atividade pesqueira.
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