09/05/2025 - Educação que Protege o Mar ↓
O Brasil deu um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Em abril de 2025, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) assinaram um acordo para incluir a Cultura Oceânica no currículo escolar de maneira estruturada e adaptada às realidades regionais. A iniciativa, reconhecida internacionalmente pela UNESCO, coloca o país na linha de frente da formação de novas gerações mais conscientes sobre a importância dos oceanos.
Quem também celebra esse avanço é a Fundação Projeto Tamar, que há mais de 40 anos se dedica à conservação marinha no Brasil. Com um trabalho que combina pesquisa, inclusão social, educação ambiental e valorização cultural, a Fundação conquistou resultados expressivos na recuperação das cinco espécies de tartarugas marinhas que vivem no litoral brasileiro: a tartaruga-verde, a cabeçuda, a de pente, a oliva e a tartaruga-de-couro.
Estas atividades, muitas delas pioneiras e inovadoras, também contribuíram e ainda contribuem para o desenvolvimento social de comunidades por integrar bem-estar e formação à proteção das tartarugas marinhas. Dialogando com o movimento da Cultura Oceânica, as escolas sempre foram uma prioridade. Programas específicos de educação ambiental, produção de materiais didáticos para professores e atividades de sensibilização interativas fazem parte do nosso dia a dia.

Um dos destaques é o Programa Tamar na Escola, que desde 2008 leva exposições, oficinas artísticas, gincanas, workshops e palestras para estudantes e professores de escolas públicas e privadas em diversas regiões onde a Fundação atua. As atividades são adaptadas conforme a realidade local e as necessidades específicas de conservação. Participaram cerca de 18.000 estudantes no programa.
Em Ubatuba (SP), o programa Cuidar do Mar na Escola oferece uma experiência ainda mais imersiva. Durante um ano, alunos da Cooeduba - Cooperativa Educacional de Ubatuba e da Escola Municipal Profª Altimira Silva Abirached, participam de diversas atividades na base de pesquisa e conservação da Fundação, como reabilitação de tartarugas, alimentação dos animais, coleta de dados biológicos e jogos educativos que explicam o ciclo de vida desses animais. Desde seu início em 2008 mais de 4 mil estudantes já passaram pela experiência.

Os Museus da Fundação também recebem visitas escolares especiais. Com agendamento prévio, estudantes e professores têm a chance de explorar um verdadeiro laboratório a céu aberto voltado para a conservação marinha. Todo ano, cerca de mil escolas visitam os museus, levando aproximadamente 50 mil estudantes e 6 mil educadores para uma imersão no universo das tartarugas marinhas.
Em todas essas ações, a Fundação reforça a mensagem de que a vida humana está profundamente conectada aos ecossistemas marinhos. A ideia é ir além da proteção das tartarugas marinhas e estimular uma nova consciência sobre a biodiversidade marinha, a sustentabilidade e a cidadania ambiental.
O trabalho da Fundação Projeto Tamar está alinhado com metas globais, como o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 — Vida na Água, e com a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021–2030), iniciativa da ONU que busca transformar a relação da sociedade com os oceanos.
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